Ensino à Distância

Teletrabalho e ensino à distância na pandemia: Como fomos afetados?

Teletrabalho e Ensino à Distância
Teletrabalho e ensino à distância

Como a saúde mental foi afetada pelo isolamento e as novas formas de interação e aprendizagem?

A internet tal qual conhecemos é o resultado da criação da World Wide Web, , no final dos anos 80. O sistema proposto é baseado em uma organização de documentos na rede a partir de hipertextos, cuja conexão se dá a partir de hiperlinks. O famoso WWW representa a popularização da internet – antes usada apenas para fins militares e acadêmicos. Desde então, passamos a viver em uma era conectada. No decorrer dos anos, a importância da internet no contexto social apenas cresceu, ao dar um novo significado aos mais diversos aspectos de nossas vidas como a informação, a comunicação, o consumo, os comportamentos, o transporte, a educação e o trabalho.

Em 2020, a pandemia do novo corona vírus também provocou mudanças nas nossas vida e,  consequentemente, na relação que temos com a rede. No âmbito profissional, ela aproximou ainda mais o trabalho e a internet – de maneira que, ao seguir as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas empresas encontraram no trabalho remoto a forma de evitar aglomerações e preservar a saúde de colaboradores e clientes. As escolas e as universidades seguiram o mesmo caminho ao explorar a educação à distância como alternativa para a longevidade do distanciamento. O Teletrabalho e ensino à distância pode dessa forma manter as atividade e reduzir os riscos à população em geral.

Assim, para muitos de nós, foi exigida uma acelerada mudança: aquela tendência que já observávamos no mercado há algum tempo, agora faz parte de nossas rotinas. Nos vimos rodeados por e-mails, mensagens no Whatsapp, reuniões e aulas em forma de videoconferências. Mas afinal, quais são as principais diferenças entre as atividades online e as presenciais? E como tudo isso nos afeta psicologicamente?

O ensino à distância

O estudo à distância surgiu no país também a partir do início do século 20, com cursos de qualificação profissional. O termo se refere a quaisquer mediações didático-pedagógicas que, por meio de tecnologias de comunicação e informação, apliquem-se com diferença de espaço ou tempo no contato entre professores e alunos. Antes mesmo das redes digitais, os cursos eram desenvolvidos ao longo do século passado por meio de correspondência, rádio e televisão.

O EAD era uma ferramenta para ampliar o acesso à educação, ao letramento e à inclusão social de adultos. Então, com o passar o tempo, começaram a serem oferecidos cursos para o nível de ensino fundamental, e na década de 1970, cursos superiores.  Nos anos 1990, o advento da internet comercial provocou um crescimento de universidades que ofereciam esse método de ensino, o que foi reforçado em 1996, com a criação da Secretaria de Educação à Distância (SEED), do MEC. Nesse ano, também se estabeleceram legislações que identificaram essas práticas, e garantiram, por exemplo, a validade de diplomas.

A verdade é que antes mesmo da covid-19 o EAD já era uma tendência crescente: o ensino à distância atingia mais de 2 milhões de matrículas em 2018, o que representava uma participação de 24,3% do total de matrículas de graduação, segundo o último Censo da Educação Superior, do MEC.

O porquê do seu destaque tem relação com suas mensalidades serem mais acessíveis e, assim como uma das vantagens do Home Office, por dispensar a locomoção – e o seu tempo – até o local de ofício.

Hoje, entende-se que podem existir diferentes classificações para esses cursos: os que são predominantemente à distância, com encontros mensais ou semestrais na sede da organização; os semipresenciais (ou híbridos), com uma quantidade maior de encontros, por exemplo, semanalmente; e os cursos presenciais com apenas contribuições à distância.

Quanto à sua popularidade, é estimado que o número de alunos do ensino superior na modalidade EAD será maior do que na presencial em 2022. Esses dados são de um estudo da Associação Brasileira Mantenedora de Ensino Superior (ABMES), em parceria com a empresa Educa Insights.

A projeção inicial era de 2023, porém o processo foi acelerado pela pandemia do novo corona vírus – com as quedas nos índices de emprego e renda da população, as orientações da OMS para o distanciamento social e o aumento de ofertas de cursos dessa modalidade.

Por fim, percebe-se que tanto agora como no futuro, sempre existirá um público para cada modalidade. O perfil de aprendizado de cada aluno é algo muito pessoal, e enquanto alguns podem facilmente aprender com vídeos e/ou textos, outros precisam da presença humana e da interação para fixar o conteúdo, além das questões de práticas em laboratórios e de segurança que requerem um ambiente físico de uma instituição credenciada ou liberada pelos órgãos controladores.

Nesse novo momento, os alunos irão exigir uma maior diversidade de metodologias oferecidas por seus professores, que terão a necessidade de ir além de apenas as aulas presenciais. Os docentes deverão buscar se capacitar e explorar essas novas tecnologias: “uma das vantagens de fazer uma vídeo aula é que o aluno pode a assistir várias vezes e se ficar alguma dúvida, voltar e ouvir de novo”.

O teletrabalho

O termo teletrabalho – também conhecido como Home Office – refere-se a qualquer atividade laboral realizada remotamente. A origem mundial é imprecisa, mas é citada ainda no século 19, com o uso telégrafo.

A aplicação a partir da internet começou a se desenvolver no Brasil após os anos 2000, porém foi incluído pela primeira vez em uma pesquisa nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012. Desde então, os estudos representam um aumento – entre alguns anos, flutuante – das suas taxas ao longo dos anos dentre elas, foi reportada uma alta de 44% na vigência entre 2012 e 2018.

Apenas no ano de 2017 o teletrabalho foi regulamentado no país, a partir da Lei nº 13467/2017. Entre as observações está que os processos, em suas especificidades, deveriam ser acordados entre o chefe e o trabalhador, de maneira que este tenha recursos para efetuar as atividades remotas e, caso não os tenha, o empregador os forneça.

O acompanhamento também vale a mesma regra de negociação. Essa regulamentação foi um marco para a metodologia, que estava mais presente entre as empresas. Ela era observada pelo mercado como uma maneira de aumentar a flexibilidade da jornada de trabalho, reduzir custos operacionais, diminuir a mobilidade urbana e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.

Durante a pandemia da COVID-19, segundo dados do IBGE (entre 16/08/2020 e 22/08/2020), 8.3 milhões de brasileiros trabalharam remotamente.

Consequências

A convergência digital se tornou um caminho sem volta tanto para o ensino como para o trabalho. As vantagens acumuladas para essas atividades são bem semelhantes e quase que obrigatórias para se viver em um mundo onde se fica cada vez com menos tempo e mais distante daquilo que se pretender fazer. Com os centros urbanos cada vez mais tumultuados, a locomoção entre casa/trabalho, casa/ensino e o retorno de ambos tem se tornado inviável. A produtividade assim como a capacidade de capacitação e aperfeiçoamento tem caído, a qualidade de vida demanda tempo e não tem sobrado tempo para nada além do trabalho e deslocamento.

Segundo especialistas em psicologia, a pandemia pode nos impactar integralmente, apesar de muitas vezes não notarmos: “Algumas pessoas sentem dores de cabeça, dores nas costas, ansiedade, estresse, insônia e podem não correlacionar esses sintomas com o que estamos vivendo. Certamente, eles podem ser decorrentes de problemas que antecedem à pandemia, e, agora, podem estar se exacerbando em decorrência do que ela dispara em nós: medo da própria morte, medo da perda de entes queridos, medo de perder o emprego, medo da solidão, entre outros.”

É importante salientar que os impactos da pandemia não são os mesmos para todos – já que eles dependem das condições sócio-estruturais, econômicas e afetivas de cada um. Observa-se que as pessoas que já tinham o costume de ficar mais em casa e focar em relações sociais no círculo privado aparentam lidar melhor com o isolamento social. Por outro lado, pessoas com vida social mais agitada no espaço público e pessoas que sofrem grande risco de contágio – como profissionais da área de saúde na linha de frente – o estresse proporcionado pelo período é maior. 

Quanto à todas as consequências psicológicas causadas pela pandemia, ainda estão sendo feitos vários estudos no Brasil e no mundo. Ainda é muito cedo para se afirmar a extensão de todos os efeitos do isolamento e das novas formas de interação. Nunca se acompanhou populações tão grandes em isolamento, tão pouco isolamento per período tão longo. O que é possível afirmar é que tanto as entidades de ensino, como empregadores e os trabalhadores e/ou estudantes terão de exercitar sua empatia diante dessas mudanças tão drásticas, repentinas e ainda um pouco descoordenadas.

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